segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Falsas Interpretações do livro de Apocalipse – Parte 1


A Bíblia é uma unidade; e não pode haver contradição – ela se interpreta a si mesma. Passagens mais difíceis devem ser entendidas à luz de passagens mais claras. Especialmente, ao se tratar de Livros proféticos, deve-se tomar muito cuidado, pois usam uma linguagem figurada, chia de símbolo

Interpretação linear:

Muitos acham que o livro de Apocalipse se segue uma linha cronológica, que cada acontecimento representa uma época. Se assim fosse, teríamos cinco fins do mundo, três juízos finais, três grupos de salvos, três babilônias, três armagedons e três novos céus e nova terra

O que assim pensam desconhecem algumas características da profecia, que são repetir o mesmo assunto sob outro ângulo ( recapitulação), usar imagens fortes para impressionar a mente (dramatização) e usar, como pano de fundo, um acontecimento para falar de outro que com ele se assemelha (background)

Marca da besta:

Muitos acham que é um número literal, que um dia muitos vão aparecer com uma marca na testa, e quem não tiver não poder[a comprar, nem vender

Quem acha que essa marca é literal deve também acreditar que o selo de Deus na testa é também uma coisa literal, visível aos olhos humanos (Ap 9.4)

O número 666 é simbólico, representa a absoluta imperfeição. É sete menos um. Como sete é o número da perfeição, do eleito de Deus (4+3), seis é o número da imperfeição. É alguém que não conseguiu chegar a sete, por faltar-lhe Cristo no coração. O selo de Deus é o Espírito Santo que a pessoa recebe no momento da fé ( Efésios 1.13,14; 4.30; 2 Coríntios 1.22; Apocalipse 9.4)

As duas testemunhas

Muitos acham que Moisés e Elias vão voltar a terra para pregar o Evangelho o que pressupõe que eles vão passar pela morte uma segunda vez e que os mortos vão pregar o Evangelho, o que contraria aquilo que Cristo diz em Hebreus 9.27; Lucas 16.31; Romanos 10.17. Eles cometem o mesmo erro dos judeus, que esperavam a vinda de Elias novamente em carne; e Jesus lhes mostra o erro, dizendo-lhes que Elias já tinha vindo e estava entre eles (Mateus 7. 10-13)

domingo, 30 de janeiro de 2011

Religião da morte


4° Domingo após a Epifania

Leia: Deuteronômio 18. 15-20

Do meio de vocês Deus escolherá para vocês um profera que será parecido comigo, e vocês vão lhe obedecer. (v. 15)


No final de 2009, uma criança de dois anos pasou por várias cirurgias para retirar agilhas do seu corpinho. Uma delas chegou a perfurar o coração. As agulhas foram colocadas num ritual de magia negra, uma espécie de culto religioso. Depois dizem que todas as religiões são boas e levam a Deus e à salvação...9-

Por meio de Moisés, o Senhor instruiu seu povo contra práticas semelhantes a este ritual que feriu o menino do Maranhão. Ele proibiu seu filhos, por exemplo, de usar crianças nos rituais religiosos, como faziam os povos da terra que eles estavam em vias de ocupar (Deuteronômio 18.9-14)

Porém, visando à fé que liberta e produz abundância de vida, o Senhor compromete-se a dar-lhes profetas que ensinassem a verdade. Quem estudar o Antigo Testamento conhecerá profetas escolhidos por Deus para orientar o povo para a vida. Além disso, o Pai assumiu um compromisso ainda maior: vir, ele mesmo, ao mundo, para o bem de todos. E isso, de fato aconteceu: Deus manifestou-se em Jesus e promoveu vida. Quem estudar o Novo Testamento conhecerá a luta de Jesus contra a cultura e os costumes que ameçavam a vida

Que ainda não conhece Cristo corre o risco de "viver morto" ou promover a morte, como aconteceu no cado do menino das agulhas. Por isso, conhecê-lo cada vez mais é questão de vida ou morte, no mais amplo sentido.

Promova a vida, para você e para outras pessoas: conheça mais, siga e creia no Senhor Jesus!




Mensagem extraída do devocionário luterano "Castelo Forte", autoria de Aldemis Cunha




sábado, 29 de janeiro de 2011

Pecadores de fato


Leia: Eclesiastes 7.15-22

“Tudo isso eu vi nos dias da minha vaidade: há justo que perece na sua justiça”. (v. 15)

Não basta dizer-se pecador da boca para fora. Nada é mais fácil do que isso, especialmente quando a consciência está em paz e as tentações não incomodam. Por isso, no momento em que você se confessa pecador, precisa também reconhecer-se como tal em seu íntimo e viver de forma que condiga com essa confissão. Por isso, é realmente difícil encontrar alguém que acredita que é pecador. Pois como pode confessar-se pecador aquele que não suporta uma palavra dirigida conta seus planos e modos de vida, mas logo se esquenta e jura que é sincero e faz o bem, e que resistir-lhe é injusto e rejeitá-lo, incorreto? Tão logo, porém, tiver que tolerar isso ou aquilo, fica fora de si e incomoda todo mundo com a sua queixa de que somente ele tem que suportar a injustiça de todo lado. Aqui temos, então, um hipócrita, pois confessou-se pecador, mão não está disposto a fazer ou assumir o que cabe a um pecador, senão apenas aquilo que toca a justo e santo.

Como pode o homem tornar-se pecador no sentido espiritual? Não de forma natural, pois assim jamais poderá tornar-se pecador, visto que já o é. Todo o peso dessa mudança reside nos recônditos ocultos da mente, ou seja, no conceito e opinião que temos de nós mesmos. Operar essa mudança na mentalidade, eis a intenção de cada palavra da Escritura e em todo o agir de Deus.


Martinho Lutero(1453-1546)

Doutor em Teologia

Fonte: Comissão Interluterana de Literatura