quinta-feira, 12 de maio de 2011

Homoafeição e o cristão


Existe um conflito óbvio e permanente da nova lei da união civil homoafetiva com a fé cristã. Mas, num país onde estado e religião não se misturam, a Constituição Brasileira carrega a sabedoria divina ao dizer que “é inviolável a liberdade de consciência e de crença”. Enquanto esta regra permanecer, devemos procurar a paz social e o respeito às diferenças, mesmo que elas sejam tão opostas. O problema é a conduta extremista de cada lado: paradas gays, incitações fundamentalistas, agressões, propaganda da mídia contra os valores cristãos, ideologias. Enfim, esta guerra moral e imoral praticada por dois extremos.

O cristão tem a tarefa de viver e pregar o Evangelho. Não precisa fazer novas leis, nem julgar. Elas estão nos Dez Mandamentos e nas orientações da Bíblia, e quem julga é Deus. Assim, o seguidor de Cristo não é juiz nem advogado, mas testemunha. Com respeito ao casamento e à família, a regra divina é uma só desde o princípio (Gênesis 2), confirmada pelo Senhor Jesus: “No começo o Criador os fez homem e mulher. E Deus disse: Por isso o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir com a sua mulher, e os dois se tornam uma só pessoa.” (Mateus 19).

Por isto, mesmo quando a deputada Manuela D’Ávila prega que “qualquer maneira de amar vale a pena” ao defender a relação homoafetiva, para os cristãos só existe um amor conjugal que vale a pena: “Marido, ame a sua esposa assim como Cristo amou a Igreja e deu a sua vida por ela” (Efésios 5.25). E se o ministro Ayres Britto lembrou que “nas coisas ditas humanas, não há o que crucificar, não há o que idealizar, há só o que compreender”, cabe lembrar que nas coisas divinas Cristo foi crucificado para idealizar um amor impossível de compreender. Aqueles que seguem esta afeição divina fazem de tudo para viver o amor ideal no matrimônio e nas outras relações. Um desafio cada vez maior nesta sociedade carente de afeição que vale a pena.

Reverendo Marcos Schmidt

terça-feira, 10 de maio de 2011

A beleza dos pensamentos e ações de Deus


Em 1869, um pastor perdeu, em duas semanas, seus quatro filhos. Morreram de difteria. Ele e sua esposa ficaram por muito tempo perguntando o que Deus queria lhes dizer com essa tragédia. Chegaram à conclusão de que queria ensinar-lhes a serem misericordiosos com seus semelhantes, e o resultado foi a fundação de uma instituição em benefício de crianças e de adultos que existe até os nossos dias.

Quantas vezes, ainda hoje, ouvimos pessoas atingidas por uma tragédia fazendo perguntas como essas: “Se Deus é todo-poderoso, por que permitiu que isso me acontecesse? Se ele é amor, por que está castigando tanto a mim, que não mereço?”Perguntas semelhantes o povo de Judá se fazia quando foi exilado à Babilônia, onde foi obrigado a permanecer durante 70 anos. Deus lhes respondeu nas palavras do texto de Isaías, capítulo 55, versículo 8: “Os meus pensamentos não são como os seus pensamentos e eu não ajo como vocês”. Os judeus apenas compreenderam essas palavras plenamente quando puderam voltar à sua terra, o que lhes parecia como se estivessem sonhando (Salmo 126).

Precisamos nos lembrar sempre dessas palavras quando estivermos sofrendo, e nos apoiar também nestas palavras do apóstolo Paulo: “Pois sabemos que todas as coisas trabalham juntas para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8.28).

Os pensamentos e ações sublimes de Deus se manifestam também no plano de sua salvação. Ele fez com que o seu Filho Jesus nascesse como homem numa singela manjedoura e salvasse a humanidade através de sua morte na cruz. Nas palavras de um teólogo, salvou os homens não através de seu imenso poder, mas por meio de sua fraqueza. Pode haver uma maneira mais sublime e bela, de salvar a humanidade de seus pecados?

Reverendo Paulo Frederico