quinta-feira, 5 de maio de 2011

É um presente, é de graça!



Uma frase muito ouvida em aniversários, no Natal, em casamentos ou em outra data em que há o costume de presentear é: Não precisava. Por que se incomodar? Talvez fosse mais bacana e mais respeitoso com aquele que dá o presente apenas dizer: Obrigado, gostei muito!

Será que não sabemos receber presentes? Parece que aquilo que ganhamos não tem valor. Já aquilo que nos esforçamos para ter, isso sim é válido, é honroso. Apesar de dizermos “não precisava”, no fundo há uma grande felicidade por alguém ter lembrado daquela data. Mas temos medo de demonstrar essa alegria e transparecer a felicidade por recebermos algo que não foi conquistado.

Vergonha por ganhar um presente. Nesse sentido as crianças dão um show, o reconhecimento delas não é escondido, mas demonstrado em palavras e ações. Elas sabem ganhar presentes, gritam e pulam de alegria.

Quando Jesus declara que a fé e a salvação são de graça, isso parece um banho de água fria em muitos corações. É mais fácil cumprir uma lista de exigências, mesmo que sejam pesadas e até com sacrifícios, para poder dizer: Eu consegui, eu me salvei.

Mas as pessoas se esquecem de que quando declaram que creem em Jesus, é porque a fé já habitou em seu coração por obra do Espírito Santo.Mesmo depois de termos fé em Jesus, ainda queremos uma lista de afazeres para, ao final dela, podermos reconhecer a nossa participação. Em Cristo, nós ganhamos a fé e em consequência, a salvação. Não há tarefas predefinidas, mas um coração disposto a fazer boas ações.A fé é um presente de Deus, que não merecemos, mas em seu grande amor ele nos quis dar. Então, podemos dizer: “Obrigado Senhor, pela fé, pela vida, pela salvação”.

Reverendo Eli Muller

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Mundo melhor?


Que “o mundo é um lugar melhor por causa da morte de Bin Laden”, isto todos sabem que é engano. O próprio presidente dos EUA neste pronunciamento lembrou que a Al-Qaeda continuará com os seus ataques, e ordenou reforçar a segurança. São palavras de efeito moral para uma nação traumatizada com o 11 de setembro. Mas, só existe um jeito para o mundo melhorar. E não é através da inteligência americana, ou por armas e operações secretas.

Se o mundo ficasse melhor por guerras e eliminando os maus, ele já seria um pedaço do paraíso. Desde os ataques de 2001, os EUA gastaram 1 trilhão de dólares contra o terrorismo, sem contar que metade dos gastos mundiais em armamentos é deles. O planeta investe cada vez mais em armas, enquanto que a pobreza, a fome e a violência aumentam. Ironicamente, destruir a vida humana sai muito mais caro que mantê-la. Por isto, se no lugar de bombas, os aviões jogassem comida, e em vez de tiros, disparassem palavras de paz, com certeza tudo seria diferente.

Mas isto está longe da natureza humana. Resta agora a vingança dos seguidores de Bin Laden, e o caminho da justiça terrena trilhará seu trajeto de expansão. Até quando? Até a paz definitiva daquele, que disse: “Vocês ouviram o que foi dito: ‘Olho por olho, dente por dente’. Mas eu lhes digo: não se vinguem dos que fazem mal a vocês. Se alguém lhe der um tapa na cara, vire o outro lado para ele bater também... Se um dos soldados estrangeiros forçá-lo a carregar uma carga um quilômetro, carregue-a dois quilômetros” (Mateus 5). Evidentemente, pura utopia. Porque soldados são treinados para matar. Matam porque existe o mal. E o mal reina “porque é do coração que vêm os crimes de morte” (Mateus 15). Por isto então, o jeito divino para um mundo melhor: “Eu lhes darei um coração novo” (Ezequiel 11). Loucamente, Deus não elimina o hospedeiro do mal. Até porque não sobraria ninguém para contar a história.

Reverendo Marcos Schmidt