quinta-feira, 13 de novembro de 2008

CULTO ESPECIAL

No dia 01 de novembro foi realizado um culto muito especial em nossa congregação. Comemoramos os 491 anos da Reforma Luterana e também tivemos a grande alegria de ver e ouvir nossa irmã Sílvia Grasielle da Silva Geraldo confirmar seu voto batismal.
Forma momentos de grande alegria para todos. Contamos com a presença de muitos amigos visitantes e irmãos na fé.
Agradecemos a todos pela presença e parabenizamos, de forma especial, a família Geraldo por esse momento tão importante vivido neste dia. Desejamos á Silvia que continue firme na sua intenção de continuar servindo a Deus e ao próximo com muito amor.


Sílvia com seus pais e padrinhos.

Sílvia recebendo a bênção.


quarta-feira, 5 de novembro de 2008

FELICIDADE


Semana passada aconteceu em São Paulo a I Conferência Nacional sobre Felicidade Interna Bruta – FIB. Vários especialistas do mundo e ONGs brasileiras debateram neste encontro sobre o que faz alguém ser feliz. Segundo a antropóloga norte-americana Susan Andrews que palestrou no encontro, pessoas felizes têm sistemas imunológicos mais fortes, vivem mais tempo, têm melhor desempenho no trabalho, são mais capazes de lidar com situações difíceis, têm melhores casamentos, se saem melhor nas entrevistas de emprego, têm maior capacidade de liderança, são mais sociáveis e despertam mais empatia nas outras pessoas. Apesar do dinheiro não tornar as pessoas mais felizes, ela explica que o conceito de felicidade não implica em negar o progresso material, mas ter uma vida equilibrada entre as coisas materiais com amorosos relacionamentos e paz interior.
A psicóloga Carla Lauffer, na palestra que assisti “Felicidade Autêntica” (baseada no livro do mesmo nome de Martin Seligman), explica que “ser feliz” tem grande relação com a maneira de se enfrentar os problemas. “Os pessimistas têm um modo pernicioso de explicar seus reveses e frustrações, enquanto os otimistas têm uma força que lhes permite interpretar os reveses como resultantes de circunstâncias temporárias”. Entendo que neste mundo onde todos indistintamente passam por situações ruins, o segredo da felicidade está na “esperança”. E aqui entra o meu campo, a religião. Porque segundo pesquisas sobre os efeitos psicológicos da fé, as pessoas religiosas são fisicamente mais saudáveis e vivem mais tempo. Isto quer dizer que pessoas religiosas são mais felizes, e se são mais felizes é porque tem esperança. No entanto, creio que dependendo da religião a pessoa pode ser extremamente infeliz.
A Bíblia fala bastante sobre a felicidade. Diz que quem confia em Deus é feliz (Provérbios 16.20). Jesus, depois de mencionar as famosas “bem-aventuranças” (ou “a verdadeira felicidade” na Bíblia da linguagem de hoje), lembra: “Fiquem alegres e felizes, pois uma grande recompensa está guardada no céu para vocês” (Mateus 5.12). Mas será que o cristão deve enxergar tudo na expectativa do céu? E as conquistas aqui neste mundo terreno? Na verdade, não é preciso se desligar das coisas materiais para ser feliz – ter uma vida contemplativa. Como explica a antropóloga, é preciso equilíbrio. Uma harmonia que tem um segredo: confiança em Deus. É nesta direção que Jesus explica, após falar das bem-aventuranças: “Não fiquem preocupados com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã trará as suas próprias preocupações” (Mateus 6.34).

Se alguém me perguntar: Marcos, tu és feliz? Responderei: Sim, eu sou feliz! Não só pela certeza daquilo que me está reservado lá do outro lado, mas por tantas coisas do lado de cá. Aliás, “contentamento” vem daquilo que disse o apóstolo: Aprendi o segredo de me sentir contente em todo lugar e em qualquer situação (Filipenses 4.12).

Marcos Schmidt
Pastor luterano
marsch@terra.com.br

terça-feira, 4 de novembro de 2008

CONHECE-TE A TI MESMO


Gosto muito de ditados populares, penso que eles nos ensinam muitas coisas principalmente quando podemos chegar ao centro de suas proposições. Porém existe um ditado que me intriga todos as vezes que penso nele e, por mais que eu tente entender o que realmente está por trás, não encontro resposta satisfatória.
“Um homem prevenido vale por dois.”
Ainda não descobri o que significa esse valer por dois, qual a vantagem que isso me dá? Talvez porque duas cabeças pensam melhor do que uma? Acho que não.
Creio que esse ditado tem mais a ver com o famoso lema da filosofia de Sócrates – “Conhece-te a ti mesmo” – um homem prevenido é aquele que se conhece tão bem que pode prever as mais variadas situações com as quais pode se defrontar, por isso está sempre preparado.
O conhecer-se a si mesmo é algo de grande valor e grande importância, porém não temos colocado isso em prática nas nossas vidas. Contudo creio que há uma resposta para esse desinteresse com relação ao autoconhecimento.
Conhecer-se a si mesmo é tornar-se consciente da própria ignorância. Conhecer-se a si mesmo é, acima de tudo, reconhecer erros, limitações, falhas, pontos fracos. Isso é difícil, é doloroso ao ser humano que quer sempre ser o melhor, quer estar acima dos outros, quer pisar, quer humilhar seu semelhante jogando-lhe na cara seus próprios atributos e virtudes.
Porém o conhecimento verdadeiro passa necessariamente pelas nossas mazelas; é necessário tocar nas feridas, é necessário tirar a sujeira que foi varrida para baixo do tapete. Porém isso não deve ser feito com o intuito de ridicularizar ou humilhar-se a si mesmo (mesmo porque esse exercício deve ser feito no nosso interior). Conhecer e reconhecer nossos defeitos é a melhor maneira de aprender para um crescimento verdadeiro e solidificado. Aprender com os acertos é gostoso, mas aprender com os erros é construtivo.
O autoconhecimento faz bem à alma. Jesus disse certa vez que deveríamos, e devemos, amar os outros como amamos a nós mesmos. Porém como amar alguém sem o conhecer? Como eu posso me amar se nem me conheço de verdade? Somos convidados a uma maravilhosa viagem, uma viagem ao nosso interior. Augusto Cury em seus livros nos convida a escavarmos tesouros dentre os destroços do nosso ser. Com certeza vamos encontrar coisas valiosíssimas quando nos defrontarmos com o nosso “eu” verdadeiro, escondido e trancado a sete chaves no fundo do nosso ser.
Diz uma música dos Titãs: “tem cinco minutos guardados dentro de cada cigarro”. Existem também muitos minutos guardados num choppinho com os amigos, por exemplo, batendo um papo. Que tal fazermos um bate-papo diferente – eu comigo mesmo – aproveitando cada gole de chopp ou refrigerante (algo para refrescar nosso corpo e nossa mente nesse verão que bate a porta) para rever meus conceitos, me alegrar com meus acertos e minhas virtudes, reconhecer meus erros e meus defeitos, mudar aquilo que posso, aceitar aquilo que não tenho forças nem condições de mudar mas, acima de tudo, buscar ser eu mesmo.
Não viva sua vida pela cartilha dos outros, aprende o máximo que puder para poder escrever seu próprio manual. Conhece-te a ti mesmo. Eu ainda não me conheço bem. Que a paz de Deus nos dê sabedoria e coragem para esse autoconhecimento.

Pastor Marcio Loose.