terça-feira, 9 de setembro de 2008

70 x 7 ou 77x ???

Todos nós conhecemos o texto bíblico onde Pedro questiona Jesus a respeito da quantidade de vezes que deveríamos perdoar uma pessoa que peca contra nós (Mateus 18.21ss). Pedro conhecia a tradição judaica que dizia que o perdão deveria ser oferecido apenas 3 vezes. Mas Pedro também conhecia o grande amor de Jesus, por isso, em seu questionamento Pedro vai muito além das 3 vezes.
“- Senhor, quantas vezes devo perdoar o meu irmão que peca contra mim? Sete vezes?
- Não! – respondeu Jesus – Você não deve perdoar sete vezes, mas setenta e sete vezes.”
Desde pequenos ouvimos uma resposta um pouco diferente da parte de Jesus. Sempre ouvimos que Jesus mandou perdoar setenta vezes sete, o que dá 490 vezes, muito mais que as setenta vezes que lemos na NTLH (Nova Tradução na Linguagem de Hoje).
Como resolver esse problema? O que fazer com esse texto? Como explicar para as pessoas essa diferença? Será que, com o passar dos anos, a paciência de Jesus diminuiu?
Não meus queridos amigos. Não há nenhum problema a ser resolvido e Jesus não perdeu a paciência conosco. O caso é que a expressão em grego usada nesse texto pode ser traduzida das duas formas (setenta vezes sete ou setenta e sete vezes).
O que Jesus quer nos ensinar é algo muito mais importante do que números. Jesus não quer que fiquemos preocupados com o limite de perdão que vamos oferecer àquelas pessoas que pecam contra nós. Isso não é o mais importante.
Jesus quer nos ensinar que devemos estar sempre prontos para perdoar, sem ficar contando quantas vezes já perdoamos, sem ficar relembrando e remoendo mágoas passadas. Jesus quer que nossos corações estejam sempre abertos, para que o amor que temos recebido de Deus possa transbordar e atingir a todos que estão ao nosso redor.
A dívida que tínhamos com Deus era imensamente maior do que qualquer ofensa que podemos receber de alguém. É este perdão recebido de Deus que nos motiva e capacita a também perdoarmos, ilimitadamente, aqueles que pecam contra nós.
O mundo prega a vingança, o “pagar na mesma moeda”, e ainda ridiculariza aqueles que agem com amor. Porém nós, que já provamos do grande amor de Deus, podemos agir de forma diferente. Pois quando não perdoamos de coração, somos nós mesmos os maiores prejudicados. Quando guardamos mágoas e rancor ou alimentamos sentimentos de vingança, é o nosso coração que vai ficando amargo, vamos nos tornando pessoas rancorosas. Lembremos de como oramos no Pai-Nosso: “e perdoa-nos as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores”. Notem que colocamos uma condição para esse perdão.
Perdoar é o melhor remédio.
Que nosso bom Deus continue derramando rica medida do seu amor, e que faça de nós seus instrumentos para que esse amor seja espalhado pelo mundo. Amém
Pastor Marcio Loose

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

HINO COMPLICADO


“Já podeis, da Pátria filhos, ver contente a mãe gentil...”. A maioria não sabe cantar o resto, o que não significa falta de patriotismo. Pode ser uma questão cultural. Ou porque é complicado mesmo, assim como o próprio Hino Nacional e os demais – todos com um vocabulário tipo “os grilhões que nos forjava da perfídia astuto ardil”. Penso, no entanto, que estes hinos são a cara da política brasileira, muito interessante na partitura, no papel, mas longe do entendimento popular. A gente até sabe assobiar a melodia, mas na hora de cantar, se enrola nas palavras, se confunde na memória, se perde no sentido. Por exemplo: Quem foi o meu candidato na última eleição? Qual o trabalho do Vereador? O que faz uma Câmara Municipal? Quais os compromissos do Prefeito? Para onde vai todo o dinheiro arrecadado nos impostos?
Ninguém duvida que a democracia é saudável, é bonita, igual aos hinos nacionais. Mas por nojo à corrupção, o perigo é suspirar pela canção chata da ditadura. Ao contrário, a forma popular de governo é a orquestra com uma sinfonia da liberdade, com a batuta dos direitos e deveres sem distinção, do maestro que é o próprio povo. Mas aí que começa o fenômeno do hino difícil. Porque fugimos dos ensaios, cochilamos na platéia. Incorporamos o espírito patriótico só nas Olimpíadas, na Copa do Mundo. Lembramos dos nossos representantes políticos só na euforia das campanhas. Ou na apatia. Depois os esquecemos. E pior, eles se esquecem de nós. E como diz aquela propaganda, são quatro anos sapateando. E eles nos enrolando.
Um problema que acontece também na igreja. O cristão, eleito para os propósitos de Deus (1 Pedro 1.2), cidadão dos céus (Filipenses 3.20), que recebeu de Cristo a independência da morte (1 Coríntios 15.57), pode facilmente se enredar na desafinada canção “deixa a vida me levar, vida leva eu”. Pode tapar os ouvidos ao aviso: Não vivam com vivem as pessoas do mundo, mas deixem que Deus os transforme (Romanos 12.2). Uma acomodação melódica, tradicional, distante do verdadeiro culto, do oferecer-se completamente a Deus num sacrifício vivo (Romanos 12.1). Por isto o recado: Não se enganem; não sejam apenas ouvintes dessa mensagem, mas ponham em prática o que ela manda. Porque aquele que ouve a mensagem e não a pratica é como um homem que olha no espelho e vê como ele é. Dá uma olhada, depois vai embora e logo se esquece de sua aparência (Tiago 1.22-24).
“Os grilhões que nos forjava da perfídia astuto ardil, houve mão mais poderosa, zombou deles o Brasil”. Alguém entendeu? Melhor buscar o dicionário para descobrir que é isto que fazem muitos políticos, e é disto que precisamos nos libertar: “A desleal sabedoria do jeitinho que nos moldava nas prisões, tem agora uma mão mais forte”. Esta mão é o entendimento, seja na política ou na religião. Ou como diz o texto sagrado: “Então não seremos mais como crianças, arrastados pelas ondas e empurrados por qualquer vento de ensinamentos de pessoas falsas” (Efésios 4.14).


Marcos Schmidt

Pastor luterano

marsch@terra.com.br

terça-feira, 2 de setembro de 2008

MUDANÇA DE HORÁRIO

Queridos amigos e irmãos. Informamos a todos que, excepcionalmente neste final de semana o culto será realizado no sábado a noite, às 19:00h, e não no domingo pela manhã.
Essa mudança ocorrerá em virtude das comemorações ao Dia da Independência. Sabemos que muitas pessoas gostam de acompanhar essas comemorações, assim como aqueles que participam das mesmas.
Que Deus abençoe ricamente nossa pátria amada, Brasil!